Noviciado "Santo Antônio de Sant´Anna Galvão"

Mestre de noviços: Pe. Fábio Vanderlei Alexandre, IVE
email: fabiovanderlei@ive.org

Estrada Engenheiro Marcilac, 11064 - Embura
Cep.: 04893-000 - São Paulo (SP)
tel.: 5975-4326


 

2.      QUAIS SÃO OS OBJETIVOS DO NOVICIADO?

Primeiro objetivo: busca de Deus e melhor conhecimento da vocação

A vida se deve orientar a uma busca exclusiva e sobrenatural de Deus quem chama e quem deve ser correspondido. Esta é a principal ocupação do noviço, procurar a Deus, Deus revelado pela fé. Não se ingressa para dedicar-se à ciência, à filosofia, à teologia, tampouco à arte, ou para capacitar-se para o apostolado ou para o trabalho educativo. É verdade que devemos servir a Deus com os talentos que Ele nos dá, mas estas obras serão só meios para um fim mais alto, e nosso fim é Deus em si mesmo.

O discernimento e a comprovação da vocação é o objetivo primário que implica estudo, distinção, elucidação, purificação, seleção. Desemboca organicamente na comprovação verificada do discernido, que é a vocação. A comprovação procede, não em abstrato, a não ser sobre a base dos fatos, gestos ou sinais reais.

Tendo em conta o que já dissemos, esta primeira casa de formação não deve ser baixo nenhum ponto de vista um mero internato de estudantes, tampouco tem nela um papel principal o estudo, seu lugar é importante em ordem ao conhecimento de Cristo e dos fundamentos da vida espiritual; as matérias que se ensinam são claramente espirituais. Sua ocupação tampouco é o apostolado, ou o trabalho manual. Todos estes são meios para encontrar a Deus.  

Para que esta busca seja sincera deve ser exclusiva, deve-se procurar Deus por si mesmo, não por seus dons nem suas consolações. Deus quer que gostemos de quão doce é o servi-lo. Buscar outra coisa é não encontrar tudo em Deus; não poder dizer com São Paulo: “Tudo considero perda, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor. Por Ele, eu perdi tudo e tudo tenho como esterco, para ganhar a Cristo” (Fl 3,8).

Segundo objetivo: conhecimento de si

O conhecimento de si mesmo é de suma importância no inicio. No noviciado deve-se começar a edificação espiritual e é muito importante saber com que materiais se constrói.

Este conhecimento tem dois momentos: conhecimento dos defeitos e limitações e conhecimento dos dons recebidos.      

Conhecimento dos talentos. Quanto ao reconhecimento dos dons recebidos, talentos e potencialidades é necessário que o Mestre saiba abrir campos de ação, portas, caminhos pelos quais possam transitar os noviços. Na ordem intelectual pô-los em contato com grandes obras, grandes escritores, animando-os a sua leitura, mostrando-lhes de diversos modos a importância de seu conhecimento.          

Introduzi-los no conhecimento dos distintos ramos do saber: filosofia, Escritura, teologia, moral, por meio das matérias estabelecidas e, pela participação de congressos ou outras atividades, que embora excedam sua capacidade de compreensão, abre-lhes panoramas novos.

Devem-se projetar grupos de estudo e distintos meios de motivação intelectual.  

Na ordem da conduta também é necessário que valorizem e utilizem seus dons morais. Por ser o noviciado uma família composta exclusivamente de noviços, além de seus poucos formadores, são eles os que deverão levar adiante as distintas atividades, já sejam apostólicas, evangélicas, missionárias, e as de ordem interna, trabalhos, cozinha, economia, etc. Aqui dependerá da capacidade do formador o encontrar a pessoa adequada para o posto adequado e logo lhe delegar responsabilidades. Deverá mostrar confiança para que cada qual se afirme em suas responsabilidades. Vendo tudo, saberá intervir só no importante.  

Conhecimento dos defeitos. Mas talvez nos primeiros tempos é mais importante tratar de conhecer os próprios defeitos para arrancar os males.

Para isto é o noviciado um tempo mais que propício. A comunidade é ainda reduzida, e se não o é em número, ao menos todos estão dedicados ao fim, sem tanta variedade de objetivos como em outra casa religiosa. É uma família e todos estão à vista do superior. É muito difícil não dar-se conta do que acontece. Além disso, o Mestre de noviços tem mais tempo para atendê-los espiritualmente e mostrar-lhes seus enganos ou desvios. Tem uso de meios mais pessoais no ensino. A situação dos noviços é distinta da de um religioso maior. Não formaram ainda juízo e portanto estão necessitados de tudo, prontos a receber qualquer conselho ou chamado de atenção.     

Mas, sobretudo, o major bem quanto ao conhecimento das próprias faltas e defeitos o proporciona a mesma vida diária em comunidade. Em um noviciado sempre se começa de zero, não há nada armado, o grupo humano não é para nada homogêneo: distintas procedências, famílias, costumes, cultura, que aos poucos dias ficam de manifesto. Ao ter que tomar determinações, obrar por própria conta, organizar atividades, que em outras casas religiosas estão reservadas a alguém com vários anos de experiência; ao acontecer todo o dito, muito em breve se toca com fracassos, desânimos..., o que dá ocasião para apalpar as próprias limitações pessoais. É dever do superior levar o pulso da situação e estar muito atento a tudo, para saber frear aquilo que possa ser grave e fazer tirar experiência do resto. Para o qual não deverá repreender exaltadamente a má obra, a não ser fazer notar a raiz de onde procede, para que se chegue assim ao conhecimento dos próprios limites e defeitos.

 


 

VEJA ALGUMAS FOTOS DE MOMENTOS ESPECIAIS DO NOVICIADO

 

1. Apostolados

 

Para ajudar na formação pastoral os noviços fazem todos os sábados diversas obras de apostolado, tais como visita de casas, aulas de catecismo, ajuda aos grupos paroquiais, apostolado com as crianças etc.

 

Apostolado com as crianças

Oratório segundo o que ensinava São João Bosco

Apostolado com os coroinhas

Visita de casas

Visitando as casas nos lugares mais necessitados

Visitando as casas

Obstáculos que deven ser superados

Voltando da visita de casas

2. Imposição de Batinas

A batina é o sinal de consagração do noviço a Deus, com ela o noviço mostra ao mundo que ele pertence unicamente a Deus.

Imposição de batina, feita no noviciado

Mestre de noviços colocando a batina no noviço

Imposição de batina feita no Santuário de Aparecida

Imposição de batina feita no Santuário de Aparecida

Os noviços depois da imposição de batina, junto com os padres

Junto com as famílias, depois da Missa de imposição

Festa para comemorar a imposição da batina

Na festa feita depois da celebração da missa e do almoço

Imposição de Batina no ano 2010

Familiares do noviço Mateus

Familiares do noviço Anilson

Os dois noviços que receberam a batina

3. Votos de escravidão Mariana

Como quarto voto a Nossa Família Religiosa adotou o voto de escravidão Mariana. Esta consagração a Maria é feito como "materna escravidão de amor", segundo o modo admiravelmente exposto por São Luiz Maria Gignion de Montfort.

O quarto voto foi feito no Santuário de N. Sra. Aparecida

Os noviços que fizeram o voto no ano 2009

Os noviços em frente ao Santuário de N. Sra. Aparecida

Os noviços na hora em que faziam o voto

Tres dos noviços fazendo o voto de escravidão mariana

A Missa na qual se fazem o voto

Depois da celebração da Santa Missa

Agradecendo a Nossa Senhora Aparecida

 

 

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